domingo, 30 de junho de 2013

Insight- Alice e seu caixão d'ouro.




          Pode abrir sua boca e contar como conseguiu tudo que possui. Consegue explicar com clareza como cada uma das suas peças são únicas e valiosas. Todos que estão ao seu redor dependem constante mente do seu brilho, das suas ideias e decisões. Pobre Alice, tudo ela pode, exceto encontrar em si mesmo uma pequena medida de paz que a faça dormir tranquila.

          Uma mente que compra vestidos longos e caros, pois os mais justos e baratos não lhe cabem no corpo. Mal consegue se encarar no espelho, e mal consegue encarar pessoas mais belas e com um corpo que ela queria ter. Alice tem a vida perfeita mais imperfeita que eu já vi: uma parede esburacada, uma base que está por ruir, sendo rebocadas por pedreiros utilizando ouro ao invés de cimento.

          Não consegue conter em si as suas frustrações, também não consegue ver ninguém feliz ao seu redor. Por isso, tomar cuidado ao ocultar seus desejos e vontades sempre que estiveres junto dela é quase uma obrigação. Não deixe que a frustração de outrem acabe com seus sonhos. Não se preocupe, Alice, terás um caixão de ouro quando entrares em óbito.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Repensando um sistema de ensino.



               Alguns anos atrás tudo que eu queria era terminar o terceiro ano. Nunca vislumbrei a conclusão do ensino médio escolar como uma vitória, ao contrário disso, o método de ensino sempre pareceu uma barreira pra mim. Eu não conseguia entender, e até hoje não entendo, como alguém pode terminar o terceiro ano e achar que está apto para escolher o " curso da sua vida ".

               Infelizmente a sociedade tem um papel fundamental em foder conosco. Me lembro da pressão em chegar aos dezoito anos de idade, com o terceiro ano finalizado e já carregando na mente o curso que eu queria fazer e onde eu queria trabalhar. E isso não foi pressão alguma pra mim, de maneira alguma, tudo que eu queria era trabalhar com informática e ser feliz para sempre. Aqui estou eu, fazendo parte de uma estatística e explicando pra todo mundo o quão falho ainda é o nosso sistema de ensino. Será mesmo que aos 18 anos nós somos maduros o suficiente para escolher o que queremos ser da vida? Por que eu estudei tanta química e física no colégio, quando eu poderia ter experimentado outras coisas?  Nós não temos ferramentas o suficiente para construir um futuro em tempo hábil. 

               Tenho 23 anos, sou formado e parei uma pós-graduação. Perdi tempo? Acho que não, talvez sim aos olhos dos outros. Mas, se ao invés de estudar tanta baboseira sobre química, eu tivesse tido espaço para entender um pouco mais sobre leis, sobre o mercado de trabalho, sobre esportes ou música, será mesmo que eu teria escolhido aquele curso? 

               De forma incoerente eu termino o parágrafo acima com uma pergunta, pra deixar claro o quão incompleto é o aluno ao terminar o terceiro ano. E respondo, de forma clara, em apenas uma frase: é preciso repensar o sistema de ensino no Brasil.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O fruto da mídia que ela mesma condena.


               Assistindo uma reportagens sobre o uso de suplementos alimentares " altamente prejudiciais aos rins "- de acordo com o "especialista" que estava falando no momento, é  um dos pontos dos praticantes de atividades físicas que sofre mais bombardeios da mídia. Na maioria dos casos é possível ouvir de pessoas próximas até o uso do termo " bomba " quando se fala da alimentação suplementar. Fico altamente indignado quando ouço tais escrotices. Pare e pense sobre a seguinte problemática: por que as pessoas querem ter um corpo socialmente perfeito? 

               É muito fácil os difusores de informação televisiva criticarem todo o sacrifício que muita gente faz pra ficar sarado. Não crítico os que treinam para ficar bem consigo mesmo, mas hoje em dia a coisa está indo muito além. É preciso ficar bem pros outros, e corrigir as falhas que os outros acham que temos, e os pontos fracos que a sociedade acha que são pontos fracos. Não basta ser forte, é preciso ter tanquinho. Não basta ter tanquinho e ser forte, é preciso ter um carro foda.

               Quais filmes nós assistimos desde pequenos? Quem são os nossos super heróis? Quantos atores de filmes, seriados, novelas, que são aclamados e endeusados pelas mulheres são feios, fora de forma, e tem um carro lixo? Pois bem, esse é o tipo de lixo que a sociedade engole, que todos nós engolimos desde que somos pequenos. Esse é o biotipo ideal, o ser ideal que as mulheres precisam. A final, elas engoliram a mesma merda que a gente.

               Então, quem é a mídia pra criticar os caras que estão inserindo silicones nos braços e peitos pra ficarem mais " pegáveis "? Quem vocês pensam que são, seus filhos da puta? Isso é tão surreal, é um ápice inatingível para  a maioria das pessoas. Precisamos trabalhar e nos alimentar. Quantos de nós tem tempo para focar em se tornar perfeito? Quantos conseguimos nossos sonhos? Não fode, rede de televisão, não fode, " roli-iúde". Não fodam.

sábado, 1 de junho de 2013

Uma casca de noz.



          Eu poderia matar algumas pessoas hoje. Naqueles dias eu me encontro, onde você acorda e tudo que deseja é uma válvula de escape, e depois de alguns copos e outros objetos quebrados, encontra-se cara a cara com uma folha em branco.

          Até mesmo o maior dos poetas já se viu sem inspiração. Há tanto o que dizer do mundo, e ao mesmo tempo, há tão pouco. Aprendo tanto com as pessoas ao meu redor, mesmo quando a maioria delas me enojam. Talvez eu aprenda mesmo com os erros de cada uma delas.

          Aos poucos leitores, que nunca se esqueçam: o amor é bom, o ódio mantém vivos.