quinta-feira, 11 de julho de 2013

A vida é complicada.







          Mas é claro que a vida é complicada. A nossa habilidade especial é complicar as coisas. Acordar pela manhã e entregar-se aos prazeres que um dia simples pode nos oferecer não é mais suficiente. Somos os seres que vivem buscando uma maneira de simplificar o que nós complicamos.

          Olhe para os seres na natureza, nós já fomos livres como eles. Mas a consciência de que estávamos alguns passos de diferença intelectual para os outros habitantes do planeta, talvez tenha nos criado um medo, uma vontade de nos tornamos mais diferentes. Conseguimos pegar um plano verde e criar linhas imaginárias, separando o que era de quem, ou que nome deveria ser usado para que local, animal, ou objeto. E num certo momento, não precisávamos nem mesmo dos nossos pelos pois usávamos a pele de outras espécies como isolante térmico. Nos tornamos auto-suficientes. 

          E olhe onde estamos hoje? Cada vez mais longe dos nossos instintos naturais. As linhas que criamos não podem ser ultrapassadas, os nossos deuses são sempre os melhores e verdadeiros, nossos exércitos, nossos times de futebol e nossas mulheres. Nos tornamos tão auto-suficientes, que agora fabricamos nossos próprios remédios para hipertensão, por exemplo, que a propósito alguns jovens já usam aos quinze anos de idade. Olhe novamente para os seres na natureza, nós já fomos livres como eles. O mal que nos acometia era o que a natureza permitia. Hoje, nos tornamos o nosso próprio mal, e o mal alheio. 



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Excluídos de uma sociedade: o produto que ela mesma criou.





          Um novo estereótipo de aceitação está se formando na cabeça das pessoas. Pouco à pouco, os gordinhos se sentem mais confortáveis para se socializar, pois os veículos de comunicação abriram as portas para uma "nova" ideia de beleza que está conseguindo quebrar um pouco os paradigmas de um preconceito antigo.

          As agências de modelos passaram a procurar manequins gordinhas, e muitas marcas que trabalham no seguimento da vaidade também abriram os olhos para uma parcela da sociedade que, até um tempo atrás, não tinha o devido suporte. Roupas casuais, de banho, e até acessórios sensuais agora são mais fáceis de se conseguir numa numeração alta. Atores e atrizes acima do peso também ganham espaço em papeis sensuais, não mais apenas como os coadjuvantes ou como os "engraçadinhos" do pedaço. 

          Parece que a sociedade finalmente percebeu que não se pode excluir uma parcela dela mesma, por fazer parte de um sistema que ela mesmo criou. Obesidade é o preço pago pela praticidade das coisas, desde a mudança do manual para o automático em todos os setores, até a exigência por um alto aproveitamento do tempo, o que faz muita gente apelar para um estilo de vida com práticas não muito saudáveis ao organismo humano.Sendo assim, um ser que comprovadamente evoluiu graças aos seus instintos de sobrevivência, hoje vive trancafiado num escritório a maior parte do seu dia. 

          O "homo" que precisava caçar para se alimentar, nos dias atuais apenas estende o braço e abre sua geladeira repleta de enlatados e congelados mergulhados no sódio. Ficando para muitos formadores de opinião, agora, a responsabilidade de explicar que ser gordo ou magro é muito diferente de saudável, e que, tal como os negros e os gays já fizeram, chegou a vez dos gordinhos lutarem contra o preconceito. À final, os excluídos de uma sociedade são os produtos que ela mesma criou.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

" Saudade ", a palavra que será mais usada pelos poetas do futuro.






            Em um futuro não muito distante, cessaremos as comemorações pelos avanços tecnológicos. Mesmo quando chegar o momento onde o direito pelo uso das células tronco será certo, mesmo quando o câncer não for mais problema pra ninguém, ainda sim a sociedade sentirá falta de algo, ela vai sentir saudade.

            Saudade talvez, de um tempo onde as coisas eram mais lentas. De enviar uma carta para alguém, de não saber o que o outro está fazendo naquele exato momento, de querer falar e ter que se conter ao próximo encontro. Saudade de sentir-se surpreso ao ver o novo corte de cabelo da esposa, sem ficar sabendo pela notícia nas fotos do facebook. Quantos artistas infantis não trocaram seus papeis de carbono e lápis de cor por um paint? A sensação do toque da massa de modelar foi trocada, aos poucos, pelo toque rígido do mouse, quem sabe até do touch pad? A sensação do papel agora se parece mais com o vidro, um vidro inteligente que entende os nossos toques.

            No fim das contas, nas idas e vindas, tentamos resgatar algumas coisas do passado. Por que precisamos comprar vitrolas e ouvir vinil, quando temos duas mil músicas num disco rígido? Eis a prova de que a saudade já está tomando conta dos textos e das histórias contadas pelos corações dos humanos do século XXI.

terça-feira, 2 de julho de 2013

O melhor está por vir.



         





         Sessenta anos eu vivi, e o que eu vi? O que eu fui? Quem eu fui? Seis décadas vivendo uma realidade que eu nem sei de fato se é real. O que eu ouvi, o que eu li nos livros de história, o que eu pesquisei nas bibliotecas da universidade, tudo isso pode não ter sido real, pode ter sido manipulado. Eu fui mais um número na contabilidade mensal das grandes corporações. Para a construtora do apartamento que eu comprei, eu sou nada mais do que o valor que paguei por ele. O mesmo serve para todo o resto do mercado.

         Por que eu preciso estudar e não posso ser um surfista? Quem foi que disse que eu preciso me trancar numa faculdade pra ter uma vida " digna " no futuro? O que você acha que é uma vida digna? De fato, eu não sou nada materialista, e não é nada digno pra mim viver sem entender a razão da minha existência. Ouço coisas como " cabelo bom " e " cabelo ruim ", e quem disse que algo é bom ou ruim, se somos a mesma raça com algumas variações étnicas? Quem disse que eu devo usar essa calça e não aquela em tal ocasião? 

         Sessenta anos eu vivi, e vi pouco menos do que quinze meras copas do mundo. Sessenta festas de são joão, sessenta dia dos namorados, sessenta míseros natais e eu acho que eu vivi o bastante. Eu nunca vi o mundo pelo lado de fora, nunca pousei na lua, nunca vi uma revolução de perto, não lutei nenhuma das guerras, não vi terremotos, maremotos, nem vulcões entrando em erupção. Nunca vi uma tsunami, e acho que já vi tudo que poderia ter visto. Tudo isso por viver da forma que todos querem viver, e não da forma que " um coração" que bate nos manda viver.

         Não venha com essa de me dizer que você é especial. Você é um lixo, e quando menos esperar vai se tornar um pouco de cinzas num pote, ou um pedaço de carne podre num caixão de madeira bonito. E não venha me dizer que você está satisfeito, pois eu não estou. Eu nunca estarei. Eterna será a minha frustração de saber que não sei o que está por vir.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O limite vertical da vida.




          Dentre tantas fábulas eu encontrei o tempo, encontrei o cara, encontrei um deus que existe. Na névoa da dúvida eu me deparei com o limiar da minha vida, algo que inevitavelmente vai continuar fazendo com que eu me apresse, seja com o objetivo de cursar uma nova faculdade, seja para ver alguém que amo. Meu tempo não se esvai, ele me esvai, na medida em que eu me encontro um maremoto, e ele me fará acabar meus dias de forma serena, como um velho e misterioso lago.

          Eu ainda estou perdido, e tiro proveito disso. Acho que inevitavelmente todo mundo vai se perder um dia. Não tenha pressa para encontrar o caminho de novo, se perder faz parte da caminhada. Podemos nos perder sem querer, ou até tentando encontrar um atalho, um caminho mais rápido. Consiga madeira, faça uma fogueira, arme uma tenda e deite-se completamente perdido apreciando as estrelas e a sua existência. Aproveite cada segundo do seu desespero enquanto estiveres perdido.

          A final, nós sempre estaremos tentado mudar o rumo das nossas próprias vidas. Um apartamento na praia nunca será suficiente, nem  mesmo aqueles carro dos sonhos será. Lute com todas as forças que puder, e mais uma vez eu digo, que inevitavelmente você vai se perder, e encontrará um deus que vai colocar sinais e parênteses na sua equação. Ele vai ser o teu limiar, ele via ser a tua estrada e também a tua linha de chegada, o teu limite vertical da vida.

domingo, 30 de junho de 2013

Insight- Alice e seu caixão d'ouro.




          Pode abrir sua boca e contar como conseguiu tudo que possui. Consegue explicar com clareza como cada uma das suas peças são únicas e valiosas. Todos que estão ao seu redor dependem constante mente do seu brilho, das suas ideias e decisões. Pobre Alice, tudo ela pode, exceto encontrar em si mesmo uma pequena medida de paz que a faça dormir tranquila.

          Uma mente que compra vestidos longos e caros, pois os mais justos e baratos não lhe cabem no corpo. Mal consegue se encarar no espelho, e mal consegue encarar pessoas mais belas e com um corpo que ela queria ter. Alice tem a vida perfeita mais imperfeita que eu já vi: uma parede esburacada, uma base que está por ruir, sendo rebocadas por pedreiros utilizando ouro ao invés de cimento.

          Não consegue conter em si as suas frustrações, também não consegue ver ninguém feliz ao seu redor. Por isso, tomar cuidado ao ocultar seus desejos e vontades sempre que estiveres junto dela é quase uma obrigação. Não deixe que a frustração de outrem acabe com seus sonhos. Não se preocupe, Alice, terás um caixão de ouro quando entrares em óbito.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Repensando um sistema de ensino.



               Alguns anos atrás tudo que eu queria era terminar o terceiro ano. Nunca vislumbrei a conclusão do ensino médio escolar como uma vitória, ao contrário disso, o método de ensino sempre pareceu uma barreira pra mim. Eu não conseguia entender, e até hoje não entendo, como alguém pode terminar o terceiro ano e achar que está apto para escolher o " curso da sua vida ".

               Infelizmente a sociedade tem um papel fundamental em foder conosco. Me lembro da pressão em chegar aos dezoito anos de idade, com o terceiro ano finalizado e já carregando na mente o curso que eu queria fazer e onde eu queria trabalhar. E isso não foi pressão alguma pra mim, de maneira alguma, tudo que eu queria era trabalhar com informática e ser feliz para sempre. Aqui estou eu, fazendo parte de uma estatística e explicando pra todo mundo o quão falho ainda é o nosso sistema de ensino. Será mesmo que aos 18 anos nós somos maduros o suficiente para escolher o que queremos ser da vida? Por que eu estudei tanta química e física no colégio, quando eu poderia ter experimentado outras coisas?  Nós não temos ferramentas o suficiente para construir um futuro em tempo hábil. 

               Tenho 23 anos, sou formado e parei uma pós-graduação. Perdi tempo? Acho que não, talvez sim aos olhos dos outros. Mas, se ao invés de estudar tanta baboseira sobre química, eu tivesse tido espaço para entender um pouco mais sobre leis, sobre o mercado de trabalho, sobre esportes ou música, será mesmo que eu teria escolhido aquele curso? 

               De forma incoerente eu termino o parágrafo acima com uma pergunta, pra deixar claro o quão incompleto é o aluno ao terminar o terceiro ano. E respondo, de forma clara, em apenas uma frase: é preciso repensar o sistema de ensino no Brasil.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O fruto da mídia que ela mesma condena.


               Assistindo uma reportagens sobre o uso de suplementos alimentares " altamente prejudiciais aos rins "- de acordo com o "especialista" que estava falando no momento, é  um dos pontos dos praticantes de atividades físicas que sofre mais bombardeios da mídia. Na maioria dos casos é possível ouvir de pessoas próximas até o uso do termo " bomba " quando se fala da alimentação suplementar. Fico altamente indignado quando ouço tais escrotices. Pare e pense sobre a seguinte problemática: por que as pessoas querem ter um corpo socialmente perfeito? 

               É muito fácil os difusores de informação televisiva criticarem todo o sacrifício que muita gente faz pra ficar sarado. Não crítico os que treinam para ficar bem consigo mesmo, mas hoje em dia a coisa está indo muito além. É preciso ficar bem pros outros, e corrigir as falhas que os outros acham que temos, e os pontos fracos que a sociedade acha que são pontos fracos. Não basta ser forte, é preciso ter tanquinho. Não basta ter tanquinho e ser forte, é preciso ter um carro foda.

               Quais filmes nós assistimos desde pequenos? Quem são os nossos super heróis? Quantos atores de filmes, seriados, novelas, que são aclamados e endeusados pelas mulheres são feios, fora de forma, e tem um carro lixo? Pois bem, esse é o tipo de lixo que a sociedade engole, que todos nós engolimos desde que somos pequenos. Esse é o biotipo ideal, o ser ideal que as mulheres precisam. A final, elas engoliram a mesma merda que a gente.

               Então, quem é a mídia pra criticar os caras que estão inserindo silicones nos braços e peitos pra ficarem mais " pegáveis "? Quem vocês pensam que são, seus filhos da puta? Isso é tão surreal, é um ápice inatingível para  a maioria das pessoas. Precisamos trabalhar e nos alimentar. Quantos de nós tem tempo para focar em se tornar perfeito? Quantos conseguimos nossos sonhos? Não fode, rede de televisão, não fode, " roli-iúde". Não fodam.

sábado, 1 de junho de 2013

Uma casca de noz.



          Eu poderia matar algumas pessoas hoje. Naqueles dias eu me encontro, onde você acorda e tudo que deseja é uma válvula de escape, e depois de alguns copos e outros objetos quebrados, encontra-se cara a cara com uma folha em branco.

          Até mesmo o maior dos poetas já se viu sem inspiração. Há tanto o que dizer do mundo, e ao mesmo tempo, há tão pouco. Aprendo tanto com as pessoas ao meu redor, mesmo quando a maioria delas me enojam. Talvez eu aprenda mesmo com os erros de cada uma delas.

          Aos poucos leitores, que nunca se esqueçam: o amor é bom, o ódio mantém vivos.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A extinção das crianças no Brasil.



             Ando pelas ruas e percebo que nossas crianças estão sendo extintas. Uma combinação desastrosa se resume em somar o tipo de conteúdo transmitido pela mídia televisiva ao costume emergente de se educar crianças como se eles fossem miniatura de adultos.

             Vejo meninas que nem alcançaram os doze anos de idade utilizando saias curtas e justas, acompanhadas por um largo decote, e o pior, tem plena consciência de que seus seios e seus quadris atraem o sexo oposto. Tem plena consciência do que precisam fazer ou ousar para satisfazer o seu lado mulher que ainda nem deveria existir. 

             Como resultado, as miniaturas de adultos crescem e acabam chegando aos quarenta desejando ser crianças novamente, ou pior, acabam gerando uma vida aos meros doze anos de idade. E assim, em palavras finais, caminha o nosso Brasil. O país tropical da cerveja gelada, da seleção penta, e das mulheres mais sensuais do mundo. 

terça-feira, 12 de março de 2013

No leito de morte não existem ateus.



               No leito de morte, qualquer ser humano se torna puro instinto de sobrevivência. Eu acho até uma certa "covardia" usar argumentos dizendo que "no leito de morte todo ateu clama por deus". É como dizer que "no avião caindo não existe ateu", e eu poderia dizer que "na fila da restauração não existe cristão". Vê como é algo desleal?

               Bater no peito dizendo que "converteu um doente" no leito de morte, é o mesmo que dizer: " cara, eu fiz um etiopiano sentar e rolar, oferecendo-lhe um sanduíche em troca ". O que aconteceria se você mandasse o garoto rolar e não desse o sanduíche pra ele? Nada. Ele apenas não comeria e iria procurar outros meios pra ganhar comida. 

               O que acontece quando se aceita deus no leito de morte? Normalmente nada. Não vemos milagres, nem curas, nem porra nenhuma. Bem, e se o milagre acontecer? Aconteceu! O cara vai sair do leito e pregar a palavra para todos. E se não acontecer? Ele tentou. Tentará achar outras fontes de atenuar o seu sofrimento.

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Deus, um conceito subjetivo e pessoal.



                 Sempre que faço alguma pesquisa sobre o assunto acabo reforçando a minha teoria de que não existe um conceito formal de deus. Por mais que os livros sagrados falem, cada um tem uma visão pessoal do que seria deus, independente de todos frequentarem o mesmo templo.

                 Ninguém gosta de imaginar que um parente seu, após morrer, foi parar no colo do capeta. Logo, aquela mãe que tinha um filho drogado, prostituto e homossexual ( pecados do ponto de vista moral bíblico ), acredita que deus teve piedade dele, mesmo ele morrendo com um tiro de surpresa na cabeça ( situação hipotética onde não existe tempo de arrepender-se dos seus pecados e/ou aceitar Jesus como único salvador ). 

                 O que existe, de fato, nos conceitos religiosos? A questão é que muitos pensam que Jesus morreu por mim, deus sabe meu nome, ele tem meu nome escrito no livro da vida, ele vai voltar pra mim, para me arrebatar, e por mais que eu peque ele sabe do meu coração e perdoará os meus pecados. Se deus existisse, de fato, ele estaria rindo de muitos de nós.

Situações hipotéticas;

O primeiro deles se chama "A". Este é um jovem de vinte e poucos anos, que é usuário de drogas e frequentou um pouco sua igreja. Ele tem plena convicção que será perdoado por usar um pouco de maconha e tomar alguns porres, até porque ele nunca matou nem nunca roubou, e talvez, que ele lembre, nunca tenha se prostituído.
Em seguida, partimos para "B", uma garota que rompeu um relacionamento de anos, onde saiu grávida e acabou abortando seu feto. Católica convicta, ela tem plena convicção que será perdoada, pois já se arrependeu.
Por fim, temos o integrante "C". Um idoso que acabou de perder o sobrinho que tanto amava, que se enforcou. Ele imagina, como todos, que o sobrinho está no paraíso, ao lado de deus, e que foi perdoado.

Quer saber? Nenhum deles vai pro inferno. hehe.

Um rápido discurso sobre algo.



                Quando eu digo que não tenho religião, normalmente ouço as pessoas me perguntando se eu creio em deus. Normalmente, a frase soa parecida com: " Ah, mas pelo menos você crê em deus, né? " Depois de explicar sobre a minha não crença num deus, geralmente eu ouço a seguinte frase: " Você não crê num deus da bíblia, mas ao menos você crê que algo existe, algo superior, né? ". 

                Que porra de necessidade é essa? De onde veio essa obrigação de acreditar em algo? Sem querer exagerar, as religiões me parecem com as torcidas de futebol. Se eu digo que não ligo pra futebol, principalmente por morar no Brasil, logo falam que " todo brasileiro gosta de futebol ". É claro que gosta! É pra isso que fomos criados! O futebol causa um efeito analgésico parecido com o da religião, só que cada um deles é usado em fatores diferentes. 

                Normalmente o futebol é utilizado para distrair problemas de infraestrutura naturais do nosso país com aquela sensação de que tudo está bem, que todos somos felizes e que nosso povo é unido, então a copa do mundo acaba e tudo volta ao normal.