Em um futuro não muito distante, cessaremos as comemorações pelos avanços tecnológicos. Mesmo quando chegar o momento onde o direito pelo uso das células tronco será certo, mesmo quando o câncer não for mais problema pra ninguém, ainda sim a sociedade sentirá falta de algo, ela vai sentir saudade.
Saudade talvez, de um tempo onde as coisas eram mais lentas. De enviar uma carta para alguém, de não saber o que o outro está fazendo naquele exato momento, de querer falar e ter que se conter ao próximo encontro. Saudade de sentir-se surpreso ao ver o novo corte de cabelo da esposa, sem ficar sabendo pela notícia nas fotos do facebook. Quantos artistas infantis não trocaram seus papeis de carbono e lápis de cor por um paint? A sensação do toque da massa de modelar foi trocada, aos poucos, pelo toque rígido do mouse, quem sabe até do touch pad? A sensação do papel agora se parece mais com o vidro, um vidro inteligente que entende os nossos toques.
No fim das contas, nas idas e vindas, tentamos resgatar algumas coisas do passado. Por que precisamos comprar vitrolas e ouvir vinil, quando temos duas mil músicas num disco rígido? Eis a prova de que a saudade já está tomando conta dos textos e das histórias contadas pelos corações dos humanos do século XXI.
Já sinto saudade! :)
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