quarta-feira, 10 de julho de 2013

Excluídos de uma sociedade: o produto que ela mesma criou.





          Um novo estereótipo de aceitação está se formando na cabeça das pessoas. Pouco à pouco, os gordinhos se sentem mais confortáveis para se socializar, pois os veículos de comunicação abriram as portas para uma "nova" ideia de beleza que está conseguindo quebrar um pouco os paradigmas de um preconceito antigo.

          As agências de modelos passaram a procurar manequins gordinhas, e muitas marcas que trabalham no seguimento da vaidade também abriram os olhos para uma parcela da sociedade que, até um tempo atrás, não tinha o devido suporte. Roupas casuais, de banho, e até acessórios sensuais agora são mais fáceis de se conseguir numa numeração alta. Atores e atrizes acima do peso também ganham espaço em papeis sensuais, não mais apenas como os coadjuvantes ou como os "engraçadinhos" do pedaço. 

          Parece que a sociedade finalmente percebeu que não se pode excluir uma parcela dela mesma, por fazer parte de um sistema que ela mesmo criou. Obesidade é o preço pago pela praticidade das coisas, desde a mudança do manual para o automático em todos os setores, até a exigência por um alto aproveitamento do tempo, o que faz muita gente apelar para um estilo de vida com práticas não muito saudáveis ao organismo humano.Sendo assim, um ser que comprovadamente evoluiu graças aos seus instintos de sobrevivência, hoje vive trancafiado num escritório a maior parte do seu dia. 

          O "homo" que precisava caçar para se alimentar, nos dias atuais apenas estende o braço e abre sua geladeira repleta de enlatados e congelados mergulhados no sódio. Ficando para muitos formadores de opinião, agora, a responsabilidade de explicar que ser gordo ou magro é muito diferente de saudável, e que, tal como os negros e os gays já fizeram, chegou a vez dos gordinhos lutarem contra o preconceito. À final, os excluídos de uma sociedade são os produtos que ela mesma criou.

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