quarta-feira, 12 de março de 2014

Um devaneio e um jantar incompleto.




Chego em casa após cumprir as minhas obrigações diárias; estava faminto. Preparo um belo jantar, e "corro para o abraço". Quando meu telefone toca, e eu tenho um breve desentendimento. Este, pequeno porém suficiente para fazer com que o sabor da comida desaparecesse. Em seguida eu regurgitei, e o que parecia ser apenas mais um vômito me tomou por completo.

Observando meu reflexo água da privada, que estava misturada ao meu vômito, eu caí em pensamentos. É incrível, como eu sou tão fraco por ser dois, ao invés de um. Se eu fosse uma unidade sólida, talvez eu fosse mais real. Pois a minha verdade foi por água abaixo nesse momento, justo eu, que achei que terminaria aquele breve jantar. Qualquer outro animal terminaria o jantar, à final, não existem questionamentos, nem tão pouco, emotividade no mundo natural. E nós, homens, não somos mais naturais.

Somos tão completos e mergulhados nos nossos próprios sonhos, desejos e medo, que deixamos o tempo cortar a nossa personalidade, nos dividindo de nós mesmos. Israel, então, apenas observou Israel mergulhar no seu próprio vômito, e ser atingido por uma saraivada de pensamentos.

Nesse momento, terminando o texto, sinto-me dono da minha verdade novamente. Como se eu tivesse voltado a ser um só, antes de ser atingido pelo caos, pelo elemento surpresa, que randomizou meus planos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário