A força do amor é resultado a conexão que tal palavra faz conosco. Imagine um conjunto de sintomas, que após muitos anos de estudo, são agrupados e classificados como alerta para uma provável doença no seu organismo. Então, criamos a palavra "diarreia", "gripe", dentre outras. Como gostamos de classificar as coisas, precisávamos de uma denominação que encaixasse toda aquela confusão na cabeça dos machos e fêmeas primitivos. E, que sintomas são esses?
Quando achamos que estamos caindo em um romance, as áreas do nosso cérebro que estão ligadas à recompensa, ou "vontade de ganhar um prêmio", começam a ter uma atividade um pouco acima do normal. Essas mesmas áreas, são ativadas pelo uso de algumas drogas, ou pelo sabor eminente do chocolate. Interessante, ou confuso? Fica claro pelo uso das palavras, que esse sentimento está ligeiramente ligado ao prazer da recompensa. Acho que deve ser desse ponto em diante, que o nosso corpo começa a liberar hormônios de bem estar, e intensificar nossa relação psicológica com esse outro ser. Ele, o corpo, precisa, de fato, garantir as chances de reprodução e perpetuação da espécie.
Algumas áreas do cérebro são "desativadas", de certa forma, uma delas responsável pelo medo e a outra pelo pensamento crítico. Esses fatores combinado as áreas ativadas semelhantes as mesmas dos usuários de drogas, resulta num processo de dependência existencial, pelo menos inicial, da outra pessoa. Acabamos sentindo a necessidade de ver o outro, para tomar dele, a próxima dose.
Bom, se esse sentimento se inicia no cérebro, com atividades anormais em locais específicos onde as drogas também atuam, pensemos bem; a falta desse "amor", pode causar um efeito devastador como a abstinência por drogas? Do meu ponto de vista, pode sim. Já cansei de ver Romeus se jogando de edifícios após o término de uma relação. Deve ser difícil para o nosso cérebro ter essas conexões nervosas interrompidas de forma tão abrupta, enquanto as chances de firmar e transmitir seu DNA para outro parceiro vão pelo ralo dessa forma. Todos os poucos "sintomas" citados a cima, são comuns em quase todos os seres humanos. Logo, não existiria uma palavra tão popular, e de significado tão comum e forte como o "amor".
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